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Um brinde aos 25 !!

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25... Os 25 mais importantes do resto da minha vida não haverá dúvidas. Estes 25 que trouxeram com eles a esperança, aqueles que por pouco não chegavam e que 'hoje' vieram com sabor de renascimento. O primeiro de raríssimos aniversários em que pude festejar, aproveitar e gozar. Um dos raríssimos senão mesmo o único em que não estive a trabalhar, que estive por perto e junto de quem me quer bem. Serão sempre os 25 mais marcantes. Aqueles em que pude cantar até que a voz falhasse, onde pude dançar até os pés doerem e o cansaço dar de si. Aquele em que o WC não foi o meu local predileto ou a minha pista de dança. Foi um ano de mudança, de provações e de resiliência. Foi um ano de desgaste e de superação. Foi o ano em que passei os meus 24 num bloco operatório num estado em que o prognóstico não estava de todo a meu favor. Não vi a luz do dia, não vi mensagens, não recebi chamadas, os parabéns foram dados apenas por enfermeiras do bloco operatório e os parabéns foram cantados pe...

A vida por um saco - SIC

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   Ontem no DrºSaúde o programa da SIC abordou a Ostomia de uma forma surpreendente. Esclareceram dúvidas, mitos e ainda tiveram um modelo para simular a limpeza de um estoma. O programa todo ele sobre Ostomizados e sobre as causas que podem levar a uma ostomia. Para muitos o 'fim'. Fim esse que sempre considerei início, início de uma nova vida, de uma nova esperança e por isso dei o meu testemunho, ficou muita coisa por dizer fica sempre verdade? A vida de um ostomizado. Como será todo o processo? Quem é que decide passar por ele? Quando é que é necessário? Porquê? Como é que reagimos a tal mudança e como é que a nossa vida pode mudar? E a família? Como tratar de um estoma?  Todas estas perguntas foram respondidas no Dr.Saúde! Podem ver toda a reportagem  aqui ! Espero que gostem. Obrigada a toda a equipa da SIC! 

Sê bem vindo Julho

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Julho… Será para sempre o mês não só do meu nascimento mas também do meu renascimento. Está a fazer um ano, bolas...um ano que parece que foi ontem ao mesmo tempo que sinto que foi há uma eternidade e é tão estranho. No ano passado por esta altura estava a contar os dias para ser operada, esperava ansiosamente que o telemóvel tocasse e que do outro lado dissessem "Olá boa tarde Andreia estamos a ligar do Hospital Garcia de Orta para marcar a sua intervenção", já estava tão exausta, tão farta, tão ansiosa. Já me tinha encostado à box enquanto esperava pelo que a vida quisesse fazer de mim.    O telemóvel finalmente tocou e acreditem que não ouvi nada do que disseram, queria apenas apanhar o dia e a hora , o meu coração batia a mil e a adrenalina tomava conta de mim. Ligaram-me com mais ou menos 4/5 dias de antecedência, tinha tanta coisa para deixar organizado, contas pagas e sessão fotográfica para realizar. Os dias passaram a correr e estava tão feliz por ver uma espe...

Há silêncios que se transformam em doença

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   Sabem...passei a maior parte da minha vida assim… Reservada, o 'bicho do mato' da família com um feitio de brandar aos céus (o que ainda hoje permanece), nunca fui popular na escola, bem pelo contrário, era o patinho feio, sofria com alguns colegas, levava tareia de outros, era aquela que nunca era lembrada e convidada, que era a infiltrada pelos professores para conseguir pertencer a algum grupo de trabalho, era ainda mais odiada por ser 'a filha da contínua'. Chegava a casa e ia de imediato para o meu quarto onde passava a maior parte do tempo. Nunca tive namorados até aos 20 anos e isso não me incomodava nada mas deixava me a pensar. Desde cedo tive uma maturidade mais evoluída para a idade que me acompanhava. Não me recordo da minha infância porque talvez tenha tido a obrigação de passar essa fase e crescer rapidamente.    Em toda a minha vida chorei em silêncio, chorava onde ninguém pudesse ver ou ouvir. Nunca fui de muitas conversas, sempre achei que era ...

Uma ostomia, milhentas mudanças e uma vida!

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   Sabemos que até chegar à cirurgia, há alguns patamares por onde temos de passar sendo a cirurgia o último recurso e só é feito em casos de extrema necessidade. Os portadores procuram a remissão, eu procurei a cirurgia. Nenhum portador quer ouvir falar nela e arrepiam-se só de pensar. Por vezes e sendo a última alternativa é a única forma de conseguirmos sobreviver e recuperar a qualidade de vida. Ficar ostomizado não é fácil, mas não é o fim do mundo, é o inicio dele. Fim do mundo é ficarmos reféns de uma casa de banho, de um kit de emergência, de fraldas e de toalhetes 24 sobre 24h. Fim do mundo é ficarmos cegos, sem um membro ou simplesmente em estado vegetativo. Isso sim pode ser o fim do mundo.      Quem transporta consigo um saco sabe do que eu vou falar... A primeira abordagem não é fácil, viver com um saco de cocó atrelado à barriga a passear por todo o lado não é o plano de vida de ninguém, bem, foi o meu mas porque tinha a noção de que iri...

Nunca te permitas esquecer de quem te fez sorrir!

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   Nunca te permitas esquecer de quem já teve a capacidade de te fazer sorrir. De quem te transmitiu um sentimento de conforto, tranquilidade e confiança. De quem te limpou as lágrimas em algum momento, de quem já riu das tuas piadas sem sentido ou de quem permitiu que fosses o que realmente és sem necessitar de filtro. Quem já te deu colo, que já correu contigo pela praia fora, quem já te ligou apenas para ouvir a tua voz ou ainda de quem te diz as verdades ainda que elas doam à alma. De quem te liga para um café mesmo sabendo que não o bebes.  Essas serão sempre as pessoas que devem estar na tua vida nem que seja apenas guardadas e acolhidas no coração, não são as que se lembram quando não têm mais ninguém ou porque serves de boleia quando é necessário, não são as que te ligam quando a carteira está cheia ou quando a deles está vazia. Nunca te esqueças das pessoas em que depositaste as tuas confidências, nas pessoas que estiveram ali ainda que a tua casa (c...

Uma ostomia, um dia de praia e toda uma plateia...

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   Hoje foi o dia...o dia em que me expus para toda uma praia em bikini… poderia ter optado pelo fato de banho como muitas pessoas disseram, mas sendo eu emburrada e do contra lá fui desfilar o meu novo bikini cheio de melancias, confesso que fui tranquila mas mentalizada que poderia ter alguns olhares em cima de mim. Continuo a lutar e a acreditar que não sou eu que tenho de me esconder mas que é o olhar das pessoas que tem de mudar. Desta vez ainda não tive assim um grande feedback pois a praia não tinha muita gente e como devem calcular não me ando a passear pela praia a gritar (óóólhaaaa a ostomiaaaaa, com despejo e sem despejo) mas tive uma senhora de idade que enquanto subia o areal não desviou o olhar um segundo, passou ao meu lado e nem tentou disfarçar, olhou olhou olhou e eu ainda estava à espera que pertencesse àquela brigada do 'Ai menina o que lhe aconteceu?' (confesso que sou anti-brigadas desse tipo em que a mistura entre a curiosidade, o descaramento e o sen...